jeudi, décembre 29, 2011


 Levanta-se, cumprimentando o seu mais fiel amigo, o peixe Marine, o Sol ainda não surgiu, mas, apesar de ainda estar escuro no mundo humano, as água deixam passar a pouca claridade que a estrela da noite emite, naquele local nunca há escuridão.  A pequena sereia pega no seu pente e começa a desembaraçar o seu extenso cabelo doirado com madeixas de cor turquesa, como procede todas as manhãs ao acordar. Sem sorrir, nada em direcção à pequena fresta do seu quarto, embelezada com diferentes ouriços do mar e conchas de todos os tamanhos e espreita o fundo do mar, fica deslumbrada quando o contempla, é belo, encantador. E aí começa a lacrimejar, nunca irá poder sentir a água daquela área, nunca irá sentir a independência de mergulhar por aquelas águas e de conversar com aqueles magníficos seres que lá habitam.  Tudo porque o seu pai, Lir, deus dos oceanos não lhe dá liberdade para isso. Ela vive presa naquele palácio de cristal, não fala com ninguém, e passa maior parte do tempo no seu quarto, sem espaço para mover a sua extensa e graciosa cauda azul esmeralda com reflexos esverdeados. Não pode desrespeitar o seu pai, ele é um deus e ela uma simples princesa, já arriscara várias vezes pedir-lhe licença, mas ele, teimoso, não autorizara, dizia que era arriscado. Já tentara fugir uma vez, mas os guardas apanharam-na, desde então só em espírito se vê a nadar naquelas águas translúcidas e serenas.
Os anos foram passando, já era uma sereia com 17 anos, e seu pai estava em guerra com um reino aquático longínquo, sem pensar duas vezes, Ariana fugiu. Sentiu pela primeira vez a adrenalina e o sabor da liberdade. Mergulhou por águas desconhecidas, conheceu novos reinos, apaixonou-se, jurou nunca mais voltar a casa, queria ficar longe daquela jaula. Pela primeira vez na sua vida, sentia-se alegre. O seu amigo, Marine acompanhava-a para todo o lado, era um fiel amigo.
De repente, a rapariga acordou, no seu quarto, em sua casa, não havia água, apenas ar à sua volta, tinha sido apenas um sonho, talvez uma das suas vidas passadas a estava a alertar para ela lutar pela sua liberdade, para ser livre.

7 commentaires:

  1. exatamente e também gostei do teu.
    obrigada e vou seguir-te também! :)

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  2. não tens de quê!
    é sim, muito obrigada eu ((:

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  3. Adorei, minha querida!
    E sim, tenho muitas muitas saudades do sol. Do sol que brilha no céu mas, principalmente e acima de tudo, do sol da minha flauta, da minha nota musical maravilhosa.
    É bom saber que também tens saudades do sol (:

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